Veia da Testa Saliente: Como Tratar a Laser

ASSOCIAÇÃO DE ESPUMA DE POLIDOCANOL E LASER PARA TRATAMENTO DE VEIAS INESTÉTICAS DE FACE

INTRODUÇÃO:

Os vasos inestéticos na face não possuem etiologia definida, entretanto sabemos que fatores genéticos, tipos de pele, envelhecimento podem favorecer a dilatação das veias na testa e têmporas, devido ao afinamento da pele e do tecido subcutâneo. Alterações emocionais, como uma risada ou situação de raiva ou esforço físico podem tornar estas veias mais dilatadas e visíveis, piorando seu aspecto. O desconforto estético constitui uma importante motivação para a procura de ajuda médica. 

Anatomicamente, as veias supratrocleares (veias frontais) são superficiais e se iniciam na fronte em um plexo venoso que se comunica com os ramos frontais da veia temporal superficial.

DISCUSSÃO

O laser transdérmico realiza fototermólise seletiva, baseando-se em três requisitos essenciais, técnicos. Basicamente ele esquenta o sangue dentro da veia e este sangue “quente” machuca a veia que inflama e fica ocluída. 

A espuma de polidocanol é um detergente esclerosante que produz lesão na parede da veia por múltiplos mecanismos. Basicamente ele machuca diretamente a parede da veia, que também inflama e acaba ocluindo.

Podemos combinar a ação do LASER com a ação da espuma de polidocanol. O mecanismo de interação entre a parede do vaso, a espuma de polidocanol e a irradiação do laser ainda não é bem estabelecida (MORENO-MORAGA, 2019).  As hipóteses mais aceitas , para um sinergia, na ação combinada das duas técnicas, são que há uma maior ação do LASER, diretamente no endotélio (células da parede da veia) previamente danificado pela ação da espuma de polidocanol, o efeito do LASER é expandido quando associado a escleroterapia com espuma de polidocanol, porque o espalhamento da luz no tecido se torna mais importante e a absorção do feixe se torna maior (MORENO-MORAGA, 2013; SMARANDACHE, 2012), ou seja,  “the LASER improves its efficacy by light Scattering” e ainda, por um possível aumento da potência da droga sob exposição à luz do laser (SMARANDACHE, 2012)

O objetivo de uma terapia combinada é aumentar a eficácia do tratamento e diminuir o tempo de tratamento, utilizando menores concentrações de polidocanol associado a energias mais conservadoras  nos parâmetros do LASER Nd:Yag 1064nm, diminuindo,a assim, a incidência de complicações (MERLO, 2020). Ou seja, utilizamos menos espuma e um LASER mais brando, e deixamos a ação de um potencializar a do outro, alcançando resultados excelentes, mas com menores índices de complicações.

Em 2019, Moreno-Moraga, realizou um estudo longitudinal, observacional, controlado e retrospectivo, 5 anos após o tratamento proposto para avaliar a eficácia, segurança e persistência dos resultados obtidos após o tratamento de pacientes com escleroterapia com espuma de polidocanol e LASER Nd:YAG. Foram analisadas 404 pernas. Os resultados detalhados nesse estudo concluíram que o tratamento combinado de LASER Nd:YAG 1064nm e escleroterapia com espuma de polidocanol é eficaz e apresenta boa resolutividade após 5 anos. 

Conclusão:

O tratamento das veias de face, que causam desconforto visual é possível de ser realizado em ambiente de consultório, com procedimentos minimamente invasivos.

O uso do LASER isoladamente mostrou pouco sucesso no tratamento das veias frontais, aquelas veias na testa. Isso se dá devido a um fluxo de sangue mais “acelerado” e pelo fato desta veia ter uma parede mais resistente. Há sim alguns casos de sucesso, mas são muito poucos.

Diante disso, ao associarmos duas técnicas, podemos fazer a oclusão ou regressão no tamanho desta veia, proporcionando o alívio do desconforto estético.

Resultados clínicos comprovam que a escleroterapia com espuma associada à fototermólise baseada na laserterapia aumenta a eficiência do tratamento das varizes (SMARANDACHE, 2012). 

Uma outra opção para o tratamento das veias inestéticas de face é o uso de Endolaser, 1470nm, fibra radial 400micras. Entretanto esse procedimento, além de ter custo operacional maior gera mais desconforto e deve ser realizado, idealmente, sob anestesia local associado a sedação anestésica.

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