Laser para varizes sem dor é possível?
Sim — e a resposta está numa tecnologia que acompanha o laser durante todo o procedimento: o resfriamento da pele. Quem já teve medo de fazer um tratamento a laser achando que ia doer muito pode respirar aliviado: a ciência avançou, e hoje o paciente sai do consultório comentando justamente o contrário — que foi muito mais tranquilo do que imaginava.
Por que o laser para varizes costumava doer?
Antes de explicar como o laser para varizes sem dor funciona hoje, vale entender o motivo da dor nos tratamentos antigos. O laser usado nas veias age por uma técnica chamada fototermólise seletiva — um nome complicado pra algo simples: a luz do laser é absorvida pela hemoglobina, o pigmento vermelho do sangue dentro da veia, e gera calor exatamente ali. Esse calor é o que destrói a parede da veia e faz ela desaparecer.
O problema é que a luz do laser, antes de chegar na veia, atravessa a pele. E a pele tem melanina, o pigmento que dá cor a ela, que também absorve parte da luz. Resultado: a pele esquenta também, e esse aquecimento é o que causa aquela sensação de picada, queimação ou “beliscão quente” que muita gente associa ao laser.
Em peles mais morenas, o efeito é ainda mais intenso, porque a quantidade de melanina é maior. Sem algum tipo de proteção, o tratamento pode gerar não só dor, mas também riscos reais: bolhas, manchas escuras, conhecidas como hiperpigmentação, e, em casos mais graves, cicatrizes.
A virada de chave: resfriamento e laser para varizes sem dor
A solução que mudou completamente a experiência do paciente é tão simples quanto engenhosa: esfriar a pele ao mesmo tempo em que o laser é disparado. Se a superfície da pele está muito fria, o calor gerado pela absorção da luz não consegue elevar a temperatura a ponto de causar dor nem machucar. Por baixo, a veia continua recebendo o calor que precisa para ser tratada. Por cima, a pele fica protegida.
Essa técnica é conhecida como resfriamento cutâneo seletivo. Hoje ela é considerada obrigatória em qualquer consultório sério que trabalhe com laser para vasos sanguíneos, vasinhos ou varizes — não é mais um diferencial, é requisito mínimo de segurança.
É graças a ela que o laser para varizes sem dor deixou de ser promessa de marketing e virou padrão de excelência.
Como funciona o resfriamento da pele durante o laser
Existem três jeitos principais de resfriar a pele durante um procedimento com laser. Cada um tem suas vantagens e limitações.
1. Contato com superfície fria (ponteira de safira)
A própria ponteira do laser é feita de safira resfriada e encosta na pele. A ponteira fica em torno de 4°C antes do disparo e 0°C durante. É uma técnica muito eficaz e bastante usada, especialmente em tratamentos de pulso mais longo. A desvantagem é que o médico trabalha “no escuro”, porque a ponteira tapa a veia na hora do disparo.
2. Spray criogênico (dynamic cooling)
Um jato de gás criogênico é disparado na pele fração de segundo antes do laser. Isso reduz a temperatura da superfície para cerca de –5°C a –9°C em instantes. É muito eficiente, mas perde força quando o laser usa pulsos mais longos, e o gás envolvido também traz impacto ambiental relevante.
3. Ar frio forçado (o que usamos na AngioGold)
Um aparelho separado sopra um fluxo contínuo de ar a cerca de –25°C a –30°C sobre a pele durante todo o tratamento. O paciente sente uma sensação de frio intenso, porém confortável, e o laser trabalha em cima desse “colchão gelado” sem causar desconforto térmico. É essa tecnologia que permite o laser para varizes sem dor de verdade — e é ela que usamos aqui na Clínica AngioGold.
O Siberian: o aparelho por trás do laser para varizes sem dor na AngioGold
O equipamento que permite o laser para varizes sem dor na nossa clínica é o Siberian, um dispositivo dedicado exclusivamente ao resfriamento cutâneo. Ele funciona em paralelo com o laser: enquanto o médico dispara a luz sobre a veia, o bocal do Siberian libera um fluxo contínuo de ar gelado diretamente na mesma região.
Na prática, o efeito é parecido com aquela sensação de passar gelo na pele antes de uma picada de agulha — só que mantida durante toda a sessão.
- Anestesia sem injeção: o frio intenso bloqueia a sensação de dor sem precisar usar agulha de anestésico local.
- Proteção da pele: impede que a camada mais superficial da pele aqueça demais, reduzindo drasticamente o risco de queimaduras, bolhas e manchas.
- Permite usar mais energia no laser: com a pele protegida, o médico pode usar parâmetros mais agressivos no feixe, o que significa melhor resultado no tratamento da veia, com menos sessões.
- Vista totalmente desobstruída: diferente da ponteira de safira, o Siberian não tapa a área — o médico vê a veia o tempo todo.
- Compatível com diferentes tipos de laser: funciona junto com o laser Nd:YAG de pulso longo, com lasers de pulso curto e com outros procedimentos como depilação e remoção de manchas.
Se quiser conhecer todas as tecnologias que usamos em conjunto com o Siberian, veja a página de tecnologias da clínica.
O que o paciente sente durante o laser para varizes sem dor
A experiência do paciente mudou completamente com o uso do resfriamento. A maior parte das pessoas relata:
- Sensação de frio forte na região tratada, que passa logo no primeiro minuto, quando a pele se acostuma.
- Leves estímulos puntiformes, comparáveis a pequenos tapinhas ou beliscões muito rápidos.
- Zero necessidade de anestésico injetado na maioria dos casos, o que já elimina boa parte do desconforto do procedimento.
- Retorno imediato às atividades: não há corte, não há pontos, não há internação. A pessoa entra, faz a sessão e sai caminhando normalmente.
É comum ouvirmos de pacientes que estavam apavorados com a ideia do laser, mas que depois da primeira sessão saíram surpresos: “se eu soubesse, tinha feito há anos”. O medo do laser para varizes sem dor é quase sempre baseado em experiências antigas, de uma época em que o resfriamento não era usado.
Segurança: menos dor é só o começo
A dor é só uma parte do benefício. O resfriamento também é a linha de defesa principal contra as complicações do tratamento a laser. Quando não há proteção térmica da pele, podem aparecer:
- Bolhas, típicas de queimadura superficial
- Manchas escuras na pele, a hiperpigmentação pós-inflamatória
- Manchas claras, ou hipopigmentação
- Cicatrizes finas, mais frequentes em peles morenas ou negras
- Inchaço prolongado na área tratada
Todos esses riscos caem drasticamente quando a pele é resfriada de forma adequada durante a sessão. É por isso que na Clínica AngioGold o Siberian não é opcional: está presente em 100% dos tratamentos a laser, independentemente do tipo de vaso que estamos tratando — seja varizes nas pernas, vasinhos e microvarizes ou até mesmo veias mais delicadas do rosto.
Laser para varizes sem dor: quando é a melhor escolha?
O laser com resfriamento é uma excelente opção para:
- Vasinhos e microvasos avermelhados nas pernas
- Telangiectasias, aqueles vasinhos finos e superficiais
- Varizes pequenas e médias que não respondem bem à escleroterapia sozinha
- Veias da face, da testa e ao redor dos olhos, onde a pele é mais sensível
- Pacientes com medo de agulha, já que em muitos casos o procedimento dispensa anestésico injetado
- Pacientes com pele morena ou negra, que antes tinham mais risco de manchas e agora podem tratar com mais segurança
Em alguns casos, o laser é combinado com escleroterapia com espuma de polidocanol, potencializando o resultado e reduzindo o número de sessões. O Dr. Carlos Eduardo Jorge avalia cada caso individualmente para indicar a melhor estratégia.
Conclusão: dor não precisa mais ser desculpa
O laser para varizes sem dor deixou de ser uma promessa difícil de entregar. Com o uso correto de um dispositivo de resfriamento como o Siberian, o procedimento se tornou confortável, seguro e acessível para praticamente qualquer paciente — incluindo aqueles que sempre tiveram medo de laser.
Se você vem adiando o tratamento dos seus vasinhos ou varizes por causa do medo da dor, esse medo provavelmente é baseado em uma tecnologia que já ficou para trás. Hoje, a experiência é muito diferente — e o resultado também.
Referência científica
Das A, Sarda A, De A. Cooling Devices in Laser therapy. Journal of Cutaneous and Aesthetic Surgery. 2016;9(4):215–219. DOI: 10.4103/0974-2077.197028
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Na Clínica AngioGold, no bairro Belvedere, em Belo Horizonte, todos os procedimentos a laser são feitos com o Siberian — garantindo conforto máximo e excelente resultado.
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