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Tratamento de Varizes: O Guia Definitivo Sobre as Melhores Práticas e Tecnologias Atuais

O tratamento de varizes evoluiu drasticamente nas últimas décadas. Longe de ser apenas um problema estético, hoje entendemos que as veias dilatadas e tortuosas são um sinal de uma condição médica subjacente chamada insuficiência venosa crônica. Essa condição, se não tratada, pode progredir e causar dor, inchaço, alterações na pele e até úlceras venosas. Na AngioGold, em Belo Horizonte, adotamos as melhores e mais atuais práticas para diagnosticar e tratar a raiz do problema, oferecendo um alívio eficaz e a melhora da sua qualidade de vida. Um bom tratamento de varizes começa com um diagnóstico correto.

tratamento de varizes: imagem ilustrativa — AngioGold
Imagem ilustrativa sobre varizes — AngioGold.

Varizes: Muito Além da Estética – Entendendo a Doença Venosa

Quando falamos sobre varizes, a primeira imagem que vem à mente de muitas pessoas são aquelas veias azuladas, saltadas e tortuosas nas pernas. Por muito tempo, elas foram vistas como uma preocupação puramente estética. No entanto, a medicina vascular moderna mostra uma realidade bem diferente: as varizes são a manifestação visível de uma doença chamada insuficiência venosa crônica. O tratamento de varizes, portanto, é uma questão de saúde.

A insuficiência venosa ocorre quando as válvulas dentro das veias, que deveriam garantir o fluxo do sangue de volta para o coração, se tornam fracas ou danificadas. Com a gravidade, o sangue acaba refluindo e se acumulando nas veias das pernas, causando dilatação, pressão e os sintomas que tantos conhecem.

Os Sinais de Alerta e a Progressão da Doença

A doença venosa não tratada tende a progredir. O que começa com pequenas veias visíveis pode evoluir para um quadro mais complexo. É fundamental estar atento aos sinais:

  • Sintomas Iniciais: Dor, sensação de peso ou cansaço nas pernas, queimação, coceira e inchaço (edema), principalmente no final do dia.
  • Varizes Visíveis (Estágio C2): As veias se tornam dilatadas e tortuosas, facilmente visíveis na pele.
  • Inchaço Crônico (Estágio C3): O edema nos tornozelos e pernas se torna mais persistente.
  • Alterações na Pele (Estágio C4): A pele ao redor dos tornozelos pode escurecer (dermatite ocre), ficar avermelhada, ressecada e inflamada (eczema de estase).
  • Úlcera Venosa (Estágio C6): No estágio mais avançado, podem surgir feridas de difícil cicatrização, as úlceras venosas.

É importante ressaltar que nem sempre a doença é visível. Muitas pessoas sofrem com todos os sintomas de insuficiência venosa, mas não possuem veias saltadas. Chamamos essa condição de “varizes ocultas”. O refluxo venoso está presente e causando problemas, mas as veias doentes são mais profundas e não aparecem na superfície. Por isso, um diagnóstico médico especializado é crucial, pois a necessidade de um tratamento de varizes não depende apenas do que se vê, mas do que se sente e do que o exame de imagem revela.

Observação clínica: Pacientes com sintomas de doença venosa, mesmo sem varizes aparentes, devem procurar um angiologista. O diagnóstico precoce permite um tratamento de varizes mais simples e previne a progressão para estágios mais graves da doença.

O Diagnóstico Preciso: O Primeiro Passo para um Tratamento de Varizes Eficaz

Não existe um tratamento de varizes eficaz sem um mapa detalhado do problema. Antigamente, o diagnóstico era feito apenas com base no exame físico, o que levava a tratamentos incompletos e altas taxas de recorrência. Hoje, o padrão-ouro para investigar a insuficiência venosa é o Eco Doppler vascular (também conhecido como ultrassom vascular com Doppler colorido).

Este exame é indolor, não invasivo e fundamental para o planejamento de qualquer tratamento de varizes. Ele permite ao médico:

  • Visualizar as veias: Identificar a anatomia exata do sistema venoso superficial e profundo.
  • Mapear o refluxo: Observar em tempo real o fluxo sanguíneo e identificar exatamente quais veias e quais válvulas estão doentes.
  • Medir o calibre das veias: Avaliar o grau de dilatação dos vasos.
  • Excluir outras condições: Verificar a presença de trombose venosa profunda ou outras anormalidades.

Por que o Eco Doppler deve ser feito em pé?

Para avaliar corretamente o refluxo venoso, o exame precisa ser feito com o paciente em pé ou em uma posição semi-sentada inclinada. Isso é essencial porque a força da gravidade é necessária para “provocar” o refluxo nas veias com válvulas incompetentes. Um exame realizado com o paciente deitado pode não detectar o problema, levando a um diagnóstico incorreto e a um plano de tratamento falho. É um detalhe técnico que faz toda a diferença no sucesso do tratamento de varizes.

A importância do especialista: A qualidade do Eco Doppler é altamente dependente da habilidade do profissional que o realiza. Um exame detalhado, feito por um especialista treinado em ultrassonografia vascular, fornece o mapa preciso para que o cirurgião vascular possa realizar um tratamento de varizes direcionado e completo. É a base para evitar que as varizes voltem.

O diagnóstico moderno vai além das veias mais conhecidas, como a veia safena. Ele investiga todas as possíveis fontes de refluxo, incluindo veias perfurantes e veias de origem pélvica, que são causas frequentes de falha no tratamento de varizes quando não identificadas.

Fontes Ocultas das Varizes: O Papel das Veias Perfurantes e do Refluxo Pélvico

Um dos maiores avanços no entendimento da doença venosa foi a compreensão de que as varizes visíveis são, muitas vezes, apenas a “ponta do iceberg”. O sucesso a longo prazo de um tratamento de varizes depende da identificação e correção de todas as fontes de refluxo, incluindo aquelas que não são tão óbvias.

Veias Perfurantes Incompetentes: As Conexões Problemáticas

As veias perfurantes são pequenos vasos que conectam o sistema venoso superficial (mais próximo da pele) ao sistema venoso profundo (dentro dos músculos). Em condições normais, elas drenam o sangue do sistema superficial para o profundo. Quando suas válvulas falham, elas fazem o contrário: jogam sangue de alta pressão do sistema profundo para o superficial, criando “pontos de fuga” que alimentam as varizes e podem causar alterações de pele.

Ignorar as perfurantes incompetentes é uma causa comum de recorrência das varizes após um tratamento que focou apenas na veia safena. Um tratamento de varizes moderno e completo deve mapear essas veias no Eco Doppler e tratá-las de forma minimamente invasiva, geralmente com a mesma tecnologia de laser usada para as veias maiores.

Refluxo Venoso Pélvico: Quando o Problema Começa de Cima

Em uma parcela significativa de pacientes, especialmente mulheres que já tiveram gestações, as varizes nas pernas podem ter origem na pelve. O refluxo venoso pélvico ocorre quando as veias ovarianas ou ilíacas internas se tornam insuficientes. Esse refluxo pode causar sintomas como dor pélvica crônica, mas também pode “escapar” para as pernas através de pontos de fuga na região da virilha, nádegas ou períneo, formando varizes.

  • Sinais de alerta para refluxo pélvico: Varizes na região genital (vulva, períneo), na parte superior das coxas ou nas nádegas.
  • Investigação: O diagnóstico pode exigir exames específicos, como o ultrassom transvaginal com protocolos para avaliação venosa.
  • Tratamento: O tratamento de varizes de origem pélvica é feito por embolização, um procedimento endovascular que fecha as veias doentes na pelve, eliminando a fonte do problema.

Abordar essas fontes ocultas é o que diferencia um tratamento de varizes padrão de um tratamento de excelência, focado em resultados duradouros e na prevenção de recorrências. É importante diferenciar o inchaço de origem venosa de outras condições, como o lipedema, que também afeta os membros inferiores mas tem uma causa e tratamento distintos.

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Conteúdo educativo sobre varizes — AngioGold.

As Opções Modernas de Tratamento de Varizes: Adeus à Cirurgia Tradicional

A cirurgia de retirada da safena (safenectomia ou stripping), que envolvia cortes, anestesia geral ou raqui e um pós-operatório doloroso, já não é mais a primeira opção para a maioria dos casos. As diretrizes internacionais de cirurgia vascular são claras: as técnicas endovenosas (realizadas por dentro da veia) são a primeira linha de tratamento de varizes devido à sua alta eficácia, segurança e recuperação rápida.

Termoablação Endovenosa (EVTA): O Padrão-Ouro

A termoablação é a técnica mais consolidada e com melhores resultados a longo prazo para o tratamento das veias safenas e outras veias tronculares insuficientes. O princípio é o mesmo: usar energia térmica para fechar a veia doente por dentro, sem a necessidade de removê-la.

  • Endolaser (EVLA): Uma fina fibra óptica é inserida na veia doente guiada por ultrassom. A ponta da fibra emite energia a laser, que aquece e sela a parede da veia, fazendo com que ela se feche e seja reabsorvida pelo corpo. Na AngioGold, utilizamos o laser Vydence ZYE® Nd:YAG 1064 nm, uma tecnologia de ponta que permite um tratamento preciso e seguro. Este é um dos pilares do moderno tratamento de varizes.
  • Radiofrequência (RFA): Funciona de forma semelhante, mas utiliza um cateter que emite energia de radiofrequência para aquecer e fechar a veia.

Esses procedimentos são realizados em ambiente de clínica, com anestesia local, e o paciente retorna para casa caminhando no mesmo dia. Este tipo de tratamento de varizes revolucionou a flebologia.

Escleroterapia com Espuma Guiada por Ultrassom (UGFS)

A escleroterapia com espuma consiste em injetar um medicamento em forma de espuma (polidocanol) dentro da veia doente, guiado por ultrassom. A espuma preenche a veia e causa uma reação inflamatória que leva ao seu fechamento. É uma excelente opção para:

  • Varizes de menor calibre.
  • Veias que já foram tratadas e voltaram (recidivas).
  • Pacientes que não podem realizar a termoablação.
  • Como complemento ao tratamento de varizes com Endolaser.

Para as veias safenas, a espuma é considerada uma opção de segunda linha, pois as taxas de sucesso a longo prazo são inferiores às da termoablação a laser ou radiofrequência.

Outras tecnologias: Novas técnicas não térmicas, como a cola de cianoacrilato (VenaSeal®) e a ablação mecanoquímica (ClariVein®), também estão disponíveis. Elas evitam o uso de calor e a necessidade de múltiplas injeções de anestésico, mas seu papel e custo-benefício no cenário do tratamento de varizes ainda estão sendo consolidados em comparação com a termoablação, que possui mais de 20 anos de estudos robustos.

Para entender mais sobre como abordamos as varizes com essas tecnologias, visite nossa página dedicada.

O Tratamento Integrado: Cuidando das Veias Visíveis e da Causa Raiz

Um erro comum no passado era tratar apenas a veia principal doente (como a safena) e deixar as varizes visíveis para serem absorvidas pelo corpo ou tratadas em um segundo momento. A ciência e a prática clínica mostraram que essa não é a melhor abordagem. Um tratamento de varizes completo e integrado, que cuida tanto da causa raiz quanto das manifestações visíveis na mesma sessão, oferece melhores resultados clínicos e maior satisfação para o paciente.

Flebectomia Ambulatorial: A Remoção das Varizes Visíveis

Após o fechamento da veia nutridora (a fonte do refluxo) com o Endolaser, as varizes saltadas que ela alimentava precisam ser tratadas. A melhor técnica para isso é a flebectomia ambulatorial. O procedimento consiste em:

  • Realizar microincisões (de 1 a 2 mm) sobre as veias varicosas.
  • Com um instrumento delicado, semelhante a uma agulha de crochê, a veia é retirada.
  • As incisões são tão pequenas que geralmente não precisam de pontos, sendo fechadas apenas com um curativo especial.

Realizar a flebectomia no mesmo momento da termoablação (abordagem conhecida como AVULS – Ambulatory Varicosity Avulsion Later or Synchronized) demonstrou em estudos clínicos que acelera a melhora da qualidade de vida e evita a necessidade de um segundo procedimento. Este método é parte fundamental de um tratamento de varizes de alta performance.

Por que não usar apenas espuma nas varizes grandes?

Embora a escleroterapia com espuma seja uma ferramenta útil, injetá-la em veias calibrosas e superficiais pode levar a complicações indesejadas, como tromboflebite (inflamação dolorosa com formação de coágulos), dor e manchas escuras na pele (hiperpigmentação), que podem demorar meses para desaparecer. A flebectomia é mais eficaz e segura para essas veias, proporcionando um resultado estético e funcional superior e mais rápido. Um bom planejamento do tratamento de varizes considera a técnica ideal para cada tipo de veia.

Nossa filosofia: Na AngioGold, acreditamos em um tratamento de varizes holístico. Cada paciente recebe um plano terapêutico personalizado baseado no mapeamento detalhado do seu Eco Doppler. Combinamos as melhores tecnologias, como o Endolaser, com técnicas refinadas, como a microflebectomia, para tratar a doença venosa em sua totalidade, garantindo um resultado mais completo e duradouro.

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Conteúdo educativo sobre varizes — AngioGold.

Mitos e Verdades: Descomplicando o Tratamento de Varizes

A informação é uma ferramenta poderosa para a sua saúde. Existem muitos mitos e informações desatualizadas sobre as varizes que podem confundir e até mesmo atrasar a busca por um cuidado adequado. Vamos esclarecer alguns pontos importantes sobre o tratamento de varizes.

Mito: Meias de compressão e remédios (venotônicos) curam varizes.

Verdade: Meias elásticas e medicamentos venotônicos são excelentes aliados, mas não são curativos. Eles funcionam como um tratamento clínico para aliviar os sintomas (dor, inchaço, cansaço), comprimindo as veias e melhorando a circulação enquanto estão em uso. No entanto, eles não consertam as válvulas danificadas nem eliminam o refluxo. O tratamento de varizes definitivo para corrigir a causa do problema é intervencionista (Endolaser, espuma, etc.).

Mito: A gravidez causa varizes, então devo esperar ter todos os filhos para tratar.

Verdade: A gravidez não causa refluxo em veias previamente saudáveis. O que acontece é que as alterações hormonais e o aumento da pressão no abdômen dilatam as veias e podem piorar uma insuficiência venosa que já existia, mesmo que de forma silenciosa. Esperar para realizar o tratamento de varizes pode levar a uma piora significativa do quadro a cada gestação. O ideal é tratar a doença venosa antes de engravidar para passar por uma gestação com mais conforto e menos riscos.

Mito: Tratar os “vasinhos” (telangiectasias) é um tratamento de varizes completo.

Verdade: Os “vasinhos” e as veias reticulares (veias um pouco mais calibrosas e azuladas) muitas vezes são alimentados por uma veia nutridora com refluxo. Tratar apenas a superfície sem investigar e tratar a origem do problema é como secar o chão sem fechar a torneira. O resultado é geralmente pobre e de curta duração. Antes de qualquer procedimento estético para vasinhos, uma avaliação com Eco Doppler é recomendada para garantir que não há uma insuficiência venosa subjacente que precise de um tratamento de varizes mais robusto.

Mito: O tratamento de varizes a laser queima a pele.

Verdade: Essa é uma confusão comum. O Endolaser, como o nome diz, age por DENTRO da veia (endo). A fibra óptica é inserida no vaso e a energia é aplicada internamente para selá-lo. A pele não é afetada. O laser transdérmico, usado para vasinhos, é um procedimento diferente, aplicado sobre a pele. O tratamento de varizes calibrosas com Endolaser é um procedimento interno e seguro, com mínimos riscos para a pele quando realizado por um especialista qualificado.

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Referências

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