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Tratamento de Varizes: Laser, Radiofrequência, Espuma ou Cirurgia? Um Comparativo Detalhado

Tratamento de varizes não é tudo igual. Com tantas opções disponíveis hoje, desde a cirurgia tradicional até as técnicas minimamente invasivas, é natural que surjam dúvidas: qual método é mais eficaz? Qual dói menos? Qual permite um retorno mais rápido às atividades? Para responder a essas perguntas, vamos mergulhar nos resultados de um importante estudo científico que comparou, lado a lado, as quatro principais abordagens para o tratamento da veia safena doente, a grande responsável por muitas das varizes que vemos nas pernas. Entender essas diferenças é o primeiro passo para uma decisão consciente e segura sobre sua saúde vascular.

Tratamento de varizes: imagem ilustrativa — AngioGold
Imagem ilustrativa sobre varizes — AngioGold.

A Evolução do Tratamento de Varizes: Da Cirurgia à Precisão

Por muitas décadas, quando se falava em tratamento de varizes, a imagem que vinha à mente era a de uma cirurgia hospitalar, com anestesia geral ou raquidiana e um período de recuperação que exigia repouso e afastamento do trabalho. A técnica, conhecida como safenectomia ou “stripping”, consistia na remoção física da veia safena insuficiente, a principal veia superficial da perna que, ao se tornar doente, causa o refluxo de sangue e a formação das varizes.

Embora eficaz, esse método tradicional trazia consigo alguns inconvenientes, como maiores hematomas, dor no pós-operatório e um tempo de recuperação mais prolongado. A busca por alternativas menos invasivas, mais confortáveis e com recuperação mais rápida impulsionou uma verdadeira revolução na angiologia. Foi assim que surgiram as técnicas endovenosas (que tratam a veia por dentro, sem removê-la) e a escleroterapia com espuma guiada por ultrassom.

Hoje, o cenário do tratamento de varizes é completamente diferente. Dispomos de um arsenal terapêutico moderno que inclui:

  • Termoablação com Laser Endovenoso (EVLA): Usa a energia da luz para fechar a veia.
  • Termoablação com Radiofrequência (RFA): Usa energia térmica para selar o vaso.
  • Escleroterapia com Espuma Guiada por Ultrassom (UGFS): Usa uma substância química em forma de espuma para “secar” a veia.
  • Cirurgia de Stripping: O método convencional de remoção da veia.

Com tantas opções, a pergunta crucial passou a ser: existe um tratamento de varizes superior aos outros? Para a ciência médica, a melhor forma de responder a isso é através de estudos clínicos randomizados, que comparam os métodos de forma objetiva e imparcial. Um estudo dinamarquês publicado na prestigiada revista *British Journal of Surgery* fez exatamente isso, fornecendo dados valiosos que nos ajudam a orientar nossos pacientes aqui na AngioGold. Vamos detalhar cada técnica e, em seguida, analisar os resultados dessa comparação.

Os 4 Concorrentes: Entendendo Cada Tratamento de Varizes

Antes de mergulhar nos resultados do estudo, é fundamental entender como funciona cada uma das quatro modalidades de tratamento de varizes avaliadas. Elas compartilham o mesmo objetivo — eliminar o refluxo na veia safena doente —, mas utilizam caminhos muito diferentes para chegar lá.

1. Cirurgia Convencional (Safenectomia ou Stripping)

Este é o método clássico. O procedimento envolve uma pequena incisão na virilha e outra próximo ao joelho ou tornozelo. O cirurgião vascular amarra (liga) a veia safena em seu ponto de origem (na virilha) para interromper o fluxo de sangue vindo do sistema venoso profundo. Em seguida, um instrumento cirúrgico fino e flexível, chamado fleboextrator, é passado por dentro da veia para removê-la fisicamente. As varizes visíveis (tributárias) são retiradas através de microincisões. No estudo, este procedimento foi realizado com anestesia local tumescente e sedação leve, uma abordagem mais moderna que a anestesia geral, mas a mecânica da remoção da veia permanece a mesma. Este tratamento de varizes é consagrado e possui décadas de resultados documentados.

2. Termoablação com Laser Endovenoso (EVLA)

Aqui começa a era minimamente invasiva. Em vez de remover a veia, o laser a fecha por dentro. O procedimento é guiado por ultrassom do início ao fim. Após uma pequena punção na pele (geralmente abaixo do joelho), uma fibra óptica finíssima é inserida na veia safena e posicionada próximo à virilha. Ao redor da veia, é injetada a anestesia tumescente (uma solução de anestésico local diluído), que tem três funções: anestesiar a área, comprimir a veia contra a fibra para um contato perfeito e proteger os tecidos ao redor do calor. A fibra óptica é então acionada e retirada lentamente, e a energia do laser que ela emite aquece a parede da veia, causando seu fechamento e posterior absorção pelo organismo. O sangue é naturalmente redirecionado para as veias saudáveis. Este tipo de tratamento de varizes revolucionou a flebologia moderna.

Nossa Tecnologia na AngioGold: O estudo utilizou lasers de diferentes comprimentos de onda. Aqui na AngioGold, empregamos a tecnologia de ponta do Vydence ZYE® Nd:YAG 1064 nm, um laser de última geração que oferece alta precisão e segurança, otimizando os resultados do tratamento de varizes e o conforto do paciente.

3. Termoablação com Radiofrequência (RFA)

O princípio da radiofrequência é muito semelhante ao do laser: fechar a veia com calor, tratando-a por dentro. A diferença está na fonte de energia. Em vez de uma fibra óptica, utiliza-se um cateter especial que emite energia de radiofrequência em sua ponta. Guiado por ultrassom, o cateter é inserido na veia safena e posicionado. A anestesia tumescente também é aplicada. O cateter aquece a parede da veia em segmentos controlados de 7 cm, sob uma temperatura constante de 120°C, promovendo o seu fechamento. Assim como no laser, a veia tratada é absorvida pelo corpo com o tempo. A radiofrequência é outra excelente opção no arsenal do tratamento de varizes minimamente invasivo.

4. Escleroterapia com Espuma Guiada por Ultrassom (UGFS)

Este método não utiliza calor. A escleroterapia com espuma consiste na injeção de uma substância esclerosante (como o polidocanol) misturada com ar, formando uma espuma densa. O procedimento também é totalmente guiado por ultrassom. O médico punciona a veia safena e injeta a espuma, que preenche o vaso doente. A espuma desloca o sangue e entra em contato direto com a parede interna da veia, causando uma reação inflamatória controlada que leva ao seu fechamento e cicatrização. É um tratamento de varizes realizado em consultório, sem necessidade de anestesia tumescente ao longo da veia, sendo uma opção importante para pacientes com veias muito tortuosas ou para aqueles que têm contraindicações às técnicas térmicas. Para saber mais sobre como cuidamos da veia safena, explore nosso conteúdo detalhado.

A Pesquisa na Prática: Como o Estudo Comparou os Tratamentos

Para garantir uma comparação justa, os pesquisadores dinamarqueses desenharam um estudo muito rigoroso. Eles selecionaram 500 pacientes (totalizando 580 pernas com varizes) com insuficiência da veia safena magna, a causa mais comum do problema. Esses pacientes foram divididos aleatoriamente em quatro grupos, cada um recebendo um dos tratamentos descritos acima: cirurgia, laser, radiofrequência ou espuma.

É importante destacar que todos os procedimentos, incluindo a cirurgia, foram realizados com anestesia local tumescente e sedação leve, o que nivela o campo de jogo em termos de abordagem anestésica e permite uma comparação mais direta da dor e recuperação relacionadas à técnica em si. Além do tratamento da safena, todos os pacientes também tiveram suas varizes visíveis removidas por microincisões (flebectomia) no mesmo procedimento. Este é um detalhe crucial, pois reflete a prática clínica completa de um bom tratamento de varizes.

O que os pesquisadores mediram?

Para determinar qual tratamento de varizes era superior, os cientistas avaliaram vários fatores ao longo de um ano:

  • Sucesso Técnico (Eficácia): A veia safena tratada permaneceu fechada? Eles verificaram isso com exames de ultrassom Doppler após 3 dias, 1 mês e 1 ano. Uma falha era considerada quando um segmento da veia com mais de 10 cm se reabria (recanalizava).
  • Dor Pós-operatória: Os pacientes registraram seu nível de dor em uma escala de 0 a 10 durante os primeiros 10 dias após o procedimento.
  • Tempo de Recuperação: Foram registrados os dias que cada paciente levou para retornar às suas atividades normais e ao trabalho.
  • Qualidade de Vida: Os pacientes preencheram questionários específicos (AVVSS e SF-36) antes e depois do tratamento para medir o impacto das varizes em sua vida diária e como o tratamento melhorou essa percepção.
  • Complicações: Qualquer evento adverso, desde os mais leves (como inflamação ou manchas) até os mais raros e sérios (como trombose), foi cuidadosamente documentado.

Essa abordagem multifatorial permitiu uma visão completa, não apenas se o tratamento de varizes funcionou do ponto de vista anatômico, mas também como foi a experiência do paciente durante o processo de recuperação, um aspecto fundamental na medicina moderna.

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Conteúdo educativo sobre varizes — AngioGold.

Análise dos Resultados: Eficácia, Dor e Recuperação

Após um ano de acompanhamento, os dados foram compilados e revelaram informações extremamente importantes para quem busca o melhor tratamento de varizes. Vamos analisar os resultados ponto a ponto, de forma clara e objetiva.

Vencedor em Eficácia: Um Empate Técnico

O principal critério para o sucesso de um tratamento de varizes é o fechamento da veia doente. Nesse quesito, os resultados foram excelentes e muito parecidos entre três dos quatro métodos:

  • Cirurgia de Stripping: Taxa de sucesso de 95,2%
  • Laser Endovenoso (EVLA): Taxa de sucesso de 94,2%
  • Radiofrequência (RFA): Taxa de sucesso de 95,2%
  • Escleroterapia com Espuma (UGFS): Taxa de sucesso de 83,7%

O estudo mostrou que a espuma teve uma taxa de falha (recanalização da veia) significativamente maior em um ano. Laser, radiofrequência e a cirurgia convencional foram considerados igualmente eficazes para o fechamento da safena. É um resultado que reforça a alta previsibilidade e durabilidade das técnicas térmicas e da cirurgia quando bem indicadas e executadas. Um tratamento de varizes eficaz é a base para um resultado duradouro.

Campeões em Conforto (Menos Dor): Radiofrequência e Espuma

Quando se trata da experiência do paciente, a dor no pós-operatório é uma grande preocupação. Aqui, o cenário muda. Os pacientes que receberam radiofrequência e espuma relataram níveis de dor significativamente mais baixos nos primeiros 10 dias em comparação com aqueles que fizeram laser ou cirurgia. A diferença de dor entre laser e cirurgia não foi expressiva. Isso sugere que a aplicação de calor da radiofrequência pode ser mais suave para os tecidos ao redor do que a do laser (com a fibra usada no estudo), e que a ausência de calor na espuma resulta em um pós-operatório mais confortável. Este é um ponto muito relevante na escolha de um tratamento de varizes.

A Recuperação Mais Rápida: Radiofrequência e Espuma Novamente

A rapidez para voltar à vida normal é outro fator crucial. Os resultados espelharam os da dor:

  • Tempo para retomar atividades normais: 1 dia para radiofrequência e espuma, 2 dias para o laser e 4 dias para a cirurgia.
  • Tempo para retornar ao trabalho: Cerca de 3 dias para radiofrequência e espuma, e cerca de 4 dias para laser e cirurgia.

Esses dados mostram um claro benefício dos métodos minimamente invasivos, especialmente radiofrequência e espuma, em proporcionar uma recuperação mais rápida e com menor impacto na rotina do paciente. A agilidade na recuperação é um dos grandes atrativos do moderno tratamento de varizes.

Segurança e Complicações: Todos os Métodos São Seguros

A segurança é inegociável. O estudo confirmou que todos os quatro métodos são muito seguros. As complicações maiores foram extremamente raras: ocorreu um caso de trombose venosa profunda (TVP) após a cirurgia e um caso após a espuma (que também evoluiu para uma embolia pulmonar, tratada com sucesso). Isso representa uma incidência muito baixa, na casa de 1 em 250 pacientes. As complicações menores, como flebite superficial (inflamação), foram mais comuns nos grupos de espuma e radiofrequência, mas geralmente de baixa relevância clínica e facilmente tratáveis. A segurança é um pilar de qualquer tratamento de varizes de qualidade.

Resumo dos Resultados:

  • Mais Eficazes: Laser, Radiofrequência e Cirurgia (empate técnico).
  • Menos Dolorosos: Radiofrequência e Espuma.
  • Recuperação Mais Rápida: Radiofrequência e Espuma.
  • Segurança: Todos os métodos se mostraram muito seguros.

O Fator Decisivo: Qualidade de Vida e a Escolha Individualizada

Talvez o resultado mais importante do estudo não seja qual técnica “ganhou” em um item específico, mas sim uma descoberta unânime: todos os quatro tipos de tratamento de varizes melhoraram significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Os questionários aplicados mostraram que, após um ano, os pacientes de todos os grupos sentiam menos dor, menos peso nas pernas, menos inchaço e estavam mais satisfeitos com a aparência e a função de seus membros. Isso prova que tratar a insuficiência venosa funciona e vale a pena, independentemente do método escolhido.

A escolha do tratamento de varizes ideal, portanto, não se resume a uma única resposta. Ela é uma decisão compartilhada entre médico e paciente, baseada em uma avaliação criteriosa que leva em conta diversos fatores:

  • Anatomia da Veia: O ultrassom Doppler é fundamental. Veias muito grossas, muito superficiais ou muito tortuosas podem ser mais adequadas para uma técnica em detrimento de outra.
  • Quadro Clínico do Paciente: Existem outras condições de saúde? O paciente tem alguma alergia ou contraindicação?
  • Expectativas e Estilo de Vida: A rapidez na recuperação é uma prioridade absoluta? O paciente prefere um procedimento em consultório ou não se importa com um ambiente de bloco cirúrgico?
  • Experiência do Cirurgião Vascular: A habilidade e a experiência do profissional com cada técnica são, talvez, o fator mais crucial para o sucesso de qualquer tratamento de varizes. Um especialista qualificado saberá indicar e executar o melhor método para o seu caso.

O estudo é uma fotografia valiosa, mas a medicina evolui. Novas tecnologias de laser, como fibras radiais, e cateteres de radiofrequência mais modernos continuam a aprimorar os resultados, buscando unir a altíssima eficácia do laser com o conforto da radiofrequência. A espuma também tem seu lugar consolidado, especialmente em casos selecionados. Conhecer as opções para o seu tratamento de varizes é o primeiro passo para uma jornada de sucesso.

Nossa Conclusão na AngioGold: Não existe um tratamento de varizes único que seja o melhor para todos. O melhor tratamento é aquele que é personalizado para você. Aqui em nossa clínica em Belo Horizonte, realizamos uma avaliação completa com ultrassom Doppler detalhado para mapear sua circulação venosa e, juntos, discutimos as vantagens de cada abordagem para o seu caso específico. Seja com o avançado laser endovenoso Vydence ZYE®, a escleroterapia com espuma ou outras técnicas, nosso compromisso é com a sua saúde, segurança e bem-estar. O objetivo final é sempre o mesmo: pernas saudáveis e uma vida com mais qualidade e sem desconforto. Agende uma consulta para descobrir qual o melhor caminho para você.

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Conteúdo educativo sobre varizes — AngioGold.
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Conteúdo educativo sobre varizes — AngioGold.
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Conteúdo educativo sobre varizes — AngioGold.
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Conteúdo educativo sobre varizes — AngioGold.

Referências

Rasmussen LH, Lawaetz M, Bjoern L, et al. Randomized clinical trial comparing endovenous laser ablation, radiofrequency ablation, foam sclerotherapy and surgical stripping for great saphenous varicose veins. Br J Surg. 2011;98(8):1079-1087. doi:10.1002/bjs.7555

Callam MJ. Epidemiology of varicose veins. Br J Surg. 1994;81(2):167-173.

van den Bos R, Arends L, Kockaert M, Neumann M, Nijsten T. Endovenous therapies of lower extremity varicosities: a meta-analysis. J Vasc Surg. 2009;49(1):230-239.

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