Tratamento de varizes: o que a ciência mostra sobre espuma com polidocanol e laser
tratamento de varizes exige avaliação individual, diagnóstico correto e escolha da técnica mais adequada para cada tipo de veia. Quando o assunto envolve vasinhos, veias reticulares e varizes de pequeno calibre, a ciência mostra que combinar estratégias pode trazer resultados mais consistentes em pacientes bem selecionados. Neste artigo, a AngioGold explica de forma clara o que um estudo clínico relevante observou sobre espuma com polidocanol associada ao Vydence ZYE® Nd:YAG 1064 nm, quais foram os benefícios, os limites, os efeitos adversos e por que nenhum tratamento substitui a consulta com angiologista ou cirurgião vascular.

O que significa tratamento de varizes na prática
Falar em tratamento de varizes não é falar de um único procedimento. Na prática, esse cuidado reúne avaliação clínica, exame físico, ultrassom Doppler quando indicado, identificação do tipo de veia alterada e definição da estratégia mais adequada para cada caso. Algumas pessoas têm apenas vasinhos superficiais. Outras apresentam veias reticulares, refluxo em safena, insuficiência venosa mais extensa, dor, peso nas pernas, inchaço ou coceira.
O estudo científico que serve de base para este conteúdo avaliou principalmente veias das pernas com até 4 mm de diâmetro, incluindo telangiectasias e veias reticulares. Isso é importante porque o tratamento de varizes muda conforme o calibre do vaso, a profundidade, a cor da veia, o fototipo da pele e a presença ou não de refluxo em veias maiores.
De forma simplificada, os vasinhos bem finos costumam ser avermelhados e superficiais. As veias reticulares geralmente são azuladas ou esverdeadas, um pouco maiores. Já as varizes mais calibrosas podem ser tortuosas, elevadas e frequentemente se relacionam com alterações em veias nutridoras. Em muitos pacientes, mais de um tipo aparece ao mesmo tempo, por isso o tratamento de varizes precisa ser planejado em etapas.
Na AngioGold, entendemos que o objetivo não é apenas melhorar o aspecto visual, mas também investigar a causa. Em alguns casos, tratar só os vasinhos sem estudar a circulação por trás deles pode levar a resultados incompletos. Se você quiser entender melhor as diferenças entre os quadros mais comuns, vale ler nosso conteúdo sobre varizes.
- Nem todo vasinho é igual.
- Nem toda veia visível precisa da mesma técnica.
- O tratamento de varizes depende do mapeamento da circulação venosa.
- Quando há refluxo em veias maiores, tratar apenas a parte superficial pode não ser suficiente.
Observação clínica: resultados de estudos com veias menores que 4 mm não devem ser automaticamente aplicados a varizes grossas, tronculares ou associadas a doença venosa mais avançada.
O que o estudo avaliou e por que ele chama atenção
O artigo publicado na revista Phlebology acompanhou, por três anos, mulheres com grande quantidade de vasos nas pernas. O desenho foi de ensaio clínico randomizado com avaliação cega das imagens, algo que dá mais força científica aos achados. O objetivo foi comparar dois caminhos de tratamento de varizes: a espuma de polidocanol isolada versus a combinação de espuma de polidocanol com laser Nd:YAG 1064 nm de pulso longo.
No total analisado ao fim do seguimento, 79 pernas receberam apenas polidocanol e 517 pernas receberam a associação. Todas as pacientes foram previamente avaliadas com ultrassom para excluir refluxo importante em sistema venoso profundo e em junções safenas. Esse detalhe é central: o tratamento de varizes testado no estudo foi usado em pacientes selecionadas, não em qualquer pessoa com qualquer padrão de doença venosa.
Foram realizadas duas sessões, com intervalo de três semanas, tratando ambas as pernas por completo em cada encontro. Depois disso, houve reavaliação em três meses, dois anos e três anos. As imagens foram comparadas por médicos avaliadores sem saber qual técnica havia sido aplicada, o que ajuda a reduzir viés na interpretação.
Outro ponto relevante é que o trabalho separou os vasos em classes: classe I, com vasos vermelhos de menos de 0,5 mm; classe II, entre 0,5 e 1,5 mm; e classe III, entre 1,5 e 4 mm. Essa divisão permite entender para quais tipos de vasos o tratamento de varizes combinado pareceu funcionar melhor.
Em linguagem simples, o estudo chama atenção porque observou uma melhora muito superior na remoção visual dos vasos quando a espuma foi associada ao laser, em comparação com a espuma isolada. Mas é fundamental ler esse resultado com responsabilidade: um bom estudo não significa que exista solução universal, nem que qualquer clínica, qualquer aparelho ou qualquer paciente reproduza os mesmos números.
- Foi um estudo controlado e com seguimento longo.
- As pacientes passaram por seleção prévia.
- O foco foi em veias superficiais de pequeno calibre.
- O tratamento de varizes comparado não incluiu todos os tipos de doença venosa.
Como funciona a combinação de espuma e laser
No estudo, o tratamento de varizes combinou duas abordagens. Primeiro, o médico aplicava microespuma de polidocanol dentro dos vasos. Depois de um curto intervalo, aplicava o laser ao longo da veia tratada. A ideia é que a espuma provoque lesão controlada na parede do vaso e desloque o sangue, enquanto a energia luminosa contribui para ampliar o fechamento da veia em condições específicas.
Na prática clínica atual, quando há indicação para esse tipo de associação, a tecnologia precisa ser usada com parâmetros adequados, por profissional treinado e dentro de um plano terapêutico individualizado. Se houver menção a laser neste contexto, falamos do Vydence ZYE® Nd:YAG 1064 nm, que é uma plataforma utilizada para vasos selecionados em consultório, sempre após avaliação médica.
É importante entender que o tratamento de varizes com espuma e laser não age da mesma forma em todos os vasos. Em veias muito finas, a resposta pode ser diferente da observada em vasos um pouco maiores. Além disso, a profundidade da veia, a cor da pele, a sensibilidade à dor, a presença de pigmentação e o histórico prévio de tratamentos influenciam bastante o planejamento.
O estudo descreveu sessões relativamente rápidas, com tratamento das duas pernas no mesmo dia. Isso não significa, porém, que todo tratamento de varizes deva seguir esse formato. Em alguns pacientes, a segurança recomenda dividir áreas, usar outra concentração de esclerosante, tratar primeiro veias nutridoras ou mesmo priorizar o tratamento de refluxo em troncos venosos, como a safena. Se quiser entender esse ponto, veja também nosso conteúdo sobre safena.
Outro aspecto essencial: antes de pensar no método, é preciso definir o diagnóstico. Há situações em que a queixa estética se mistura com sensação de peso, inchaço crônico, dor e desconforto desproporcional, o que pode exigir investigação de outras condições associadas. Em mulheres, por exemplo, o quadro pode coexistir com lipedema, que merece abordagem própria.
Ponto importante: o melhor tratamento de varizes não é o mais “moderno” no papel, mas o mais apropriado para a anatomia venosa, os sintomas e os objetivos reais do paciente.
- Espuma e laser podem atuar de forma complementar.
- O Vydence ZYE® Nd:YAG 1064 nm deve ser usado com indicação precisa.
- Nem todo paciente é candidato à associação.
- Planejamento vascular continua sendo a etapa mais importante.

Principais resultados do estudo: o que melhorou
Os resultados do artigo foram expressivos. No grupo que recebeu a combinação, o tratamento de varizes mostrou taxas de clareamento muito superiores às observadas com a espuma isolada. Após três anos, os autores relataram melhora média aproximada de 89% para vasos classe I, 94% para classe II e 95% para classe III. Já no grupo tratado apenas com polidocanol, os percentuais ficaram muito abaixo disso no seguimento tardio.
Traduzindo para a linguagem do dia a dia: entre as pacientes selecionadas para esse protocolo, o tratamento de varizes combinado pareceu reduzir de forma bem mais intensa a visibilidade dos vasos de pequeno calibre nas pernas. Além disso, a satisfação relatada foi maior no grupo da associação. Cerca de 86% das pernas tratadas foram classificadas pelas pacientes como “satisfeitas” ou “muito satisfeitas” após três anos.
Esse tipo de dado ajuda a entender por que a combinação entre esclerosante e energia luminosa ganhou atenção na literatura. Para quem tem muitos vasos distribuídos em ambas as pernas, um tratamento de varizes que consiga cobrir áreas extensas com poucas sessões pode ser interessante. Mesmo assim, é indispensável lembrar que satisfação é um desfecho subjetivo e depende também da expectativa inicial, do padrão de pele, da tolerância aos efeitos transitórios e da qualidade da avaliação prévia.
Outro detalhe que merece leitura crítica é que os autores interpretaram os achados como duradouros no período observado. Em medicina vascular, porém, isso não quer dizer que a pessoa nunca mais desenvolverá novos vasos. O tratamento de varizes atua sobre veias tratadas naquele momento, mas a tendência biológica a formar novas alterações pode persistir ao longo da vida, especialmente quando há herança familiar, fatores hormonais, longos períodos em pé, gestações ou ganho de peso.
Em resumo, o estudo sugere que a associação foi mais eficaz do que a espuma isolada para veias superficiais de até 4 mm em pacientes bem selecionadas. Isso é relevante, mas não substitui a avaliação do caso real. O melhor tratamento de varizes continua dependendo do exame do paciente e dos achados do ultrassom quando necessário.
- Melhora visual superior com a associação em comparação à espuma isolada.
- Boa satisfação das pacientes acompanhadas por três anos.
- Resultados observados em veias pequenas e superficiais.
- Não é correto extrapolar esses números para todos os cenários clínicos.
Efeitos adversos, limites do estudo e cuidados importantes
Todo tratamento de varizes tem benefícios potenciais e possíveis efeitos adversos. No estudo, ambos os grupos foram considerados seguros, sem eventos inesperados relevantes. Ainda assim, houve efeitos colaterais transitórios e desconforto durante o procedimento, especialmente no grupo da associação com laser.
Entre os achados descritos após o tratamento de varizes combinado, apareceram hiperpigmentação, hipopigmentação, bolhas e matting em uma pequena parcela das pernas tratadas. A maioria dos casos regrediu com o tempo, mas quatro casos de hipopigmentação persistiram até o terceiro ano. Isso reforça uma mensagem simples e importante: mesmo quando bem indicado, nenhum procedimento vascular está totalmente livre de intercorrências.
A dor também merece conversa honesta. No grupo com associação, muitas pacientes classificaram o procedimento como doloroso em grau moderado a intenso. Portanto, ao pensar em tratamento de varizes, o paciente deve saber não apenas o que pode melhorar, mas também o que pode sentir durante e após as sessões. Informação clara reduz frustração e ajuda na tomada de decisão compartilhada.
Além disso, o próprio estudo tem limitações. A amostra final tinha grande predominância de um perfil específico de pacientes, todas mulheres. Isso restringe a generalização dos resultados. O protocolo também foi realizado em centro com experiência no método, o que pode não refletir exatamente a realidade de todos os serviços. Outro ponto é que a comparação foi entre espuma isolada e combinação, não entre todas as modalidades possíveis de tratamento de varizes usadas atualmente.
Também vale destacar que o trabalho não autoriza promessas exageradas. Embora os números sejam animadores, medicina baseada em evidências exige prudência. Não se deve concluir que toda pessoa terá o mesmo resultado, nem que duas sessões sempre resolvem tudo. Em muitos casos, o tratamento de varizes exige manutenção, abordagem de veias nutridoras, controle de fatores de risco e reavaliações periódicas.
Segurança: manchas na pele, dor, inflamação local e necessidade de novas sessões fazem parte das conversas que devem ocorrer antes de iniciar qualquer tratamento de varizes.
- Hiperpigmentação pode acontecer.
- Hipopigmentação persistente é incomum, mas possível.
- Dor durante o procedimento varia entre os pacientes.
- Expectativa realista é parte fundamental do cuidado.

Quem pode se beneficiar e quando procurar avaliação vascular
O tratamento de varizes costuma beneficiar pacientes que apresentam desconforto, impacto estético importante ou sinais de progressão da doença venosa. No contexto do estudo, a melhor resposta foi observada em vasos superficiais pequenos, amplamente distribuídos nas pernas, em pacientes previamente selecionadas por avaliação clínica e ultrassom. Isso sugere que algumas pessoas com muitos vasinhos e veias reticulares podem, sim, ser candidatas a protocolos combinados.
Por outro lado, há situações em que o tratamento de varizes precisa começar por outro ponto. Se houver refluxo de safena, varizes calibrosas, edema importante, alteração de pele, histórico de trombose, sangramento ou úlcera, a prioridade pode ser tratar a causa hemodinâmica principal antes de abordar os vasos menores. Sem esse raciocínio, o paciente pode fazer procedimentos superficiais e ainda assim não alcançar o resultado esperado.
Você deve procurar avaliação especializada se notar veias salientes, sensação de peso nas pernas ao fim do dia, inchaço, queimação, cansaço, coceira, escurecimento da pele perto do tornozelo ou aparecimento rápido de muitos vasinhos. Nesses casos, o tratamento de varizes não deve ser decidido apenas por fotos, redes sociais ou indicação de conhecidos.
Na consulta, o angiologista ou cirurgião vascular avalia o padrão das veias, os sintomas, os antecedentes familiares, gestações, uso de hormônios, hábitos de vida e necessidade de exames complementares. Só então é possível dizer se o melhor tratamento de varizes será escleroterapia, espuma, abordagem com Vydence ZYE® Nd:YAG 1064 nm, tratamento de safena, medidas clínicas ou combinação entre técnicas.
Na AngioGold, em Belo Horizonte, a proposta é justamente essa: informação responsável, indicação individualizada e acompanhamento ético. O papel do especialista não é oferecer uma solução padronizada, e sim construir um plano seguro e coerente com o seu caso. Quando bem indicado, o tratamento de varizes pode melhorar sintomas, aparência e qualidade de vida. Mas o primeiro passo continua sendo um diagnóstico preciso.
- Procure avaliação se houver dor, peso, edema ou progressão dos vasos.
- Ultrassom Doppler pode ser necessário em muitos casos.
- O melhor tratamento de varizes depende da causa e do tipo de veia.
- Consulta presencial é o caminho mais seguro para definir indicação.
Responsável técnico pelo conteúdo: Dr. Carlos Eduardo Jorge (CRM-MG 38.943).



Referências
Moreno-Moraga J, Smarandache A, Pascu ML, Royo J, Trelles MA. 1064 nm Nd:YAG long pulse laser after polidocanol microfoam injection dramatically improves the result of leg vein treatment: A randomized controlled trial on 517 legs with a three-year follow-up. Phlebology. 2014;29(10):658-666.
Rabe E, Schliephake D, Otto J, et al. Sclerotherapy of telangiectases and reticular veins: a double-blind randomized, comparative clinical trial of polidocanol, sodium tetradecyl sulphate and isotonic saline (EASI study). Phlebology. 2010;25(3):124-131.
Alós J, Carreño P, López JA, et al. Efficacy and safety of sclerotherapy using polidocanol foam: a controlled clinical trial. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2006;31(1):101-107.
Sadick NS, Prieto V, Shea C, et al. Clinical and pathophysiologic correlates of 1064-nm Nd:YAG laser treatment of reticular veins and venulectasias. Arch Dermatol. 2001;137(5):613-617.
Quer avaliar suas varizes com quem é referência em Belo Horizonte?
Na Clínica AngioGold, no Belvedere, o Dr. Cadu integra ultrassom Doppler, avaliação clínica e tratamento a laser num protocolo único. Agende sua avaliação e descubra a melhor conduta para o seu caso.