Laser para vasinhos nas pernas: o que um estudo com 56 mulheres revelou sobre laser e espuma
Laser para vasinhos é uma das dúvidas mais frequentes de quem quer tratar pequenas veias visíveis nas pernas, e um estudo randomizado ajuda a responder se ele funciona tão bem quanto a escleroterapia com espuma. Neste artigo, o Dr. Carlos Eduardo Jorge (CRM-MG 38.943) explica, em linguagem simples, o que a ciência observou ao comparar as duas técnicas em 56 mulheres, quais foram as diferenças de resultado e de dor, e o que isso significa para a conversa com o seu médico.

O que são os vasinhos nas pernas e por que a avaliação vem primeiro
Os “vasinhos” que aparecem nas coxas, nas panturrilhas e ao redor dos tornozelos têm nome técnico: telangiectasias. São pequenos vasos sanguíneos dilatados, muito finos, visíveis através da pele em tons de vermelho, roxo ou azulado. Quando são um pouco mais calibrosos e de cor azulada, costumam ser chamados de veias reticulares. Na classificação CEAP, usada no mundo inteiro para descrever as doenças venosas crônicas, esse quadro corresponde ao grau C1, o mais inicial da escala.
Na maior parte das vezes, os vasinhos são uma queixa estética, mas isso não os torna menos importantes. Muitas mulheres relatam constrangimento ao usar short, saia ou biquíni, e algumas sentem ardor, peso ou coceira na região. É por isso que a procura por laser para vasinhos e por outras alternativas, como a escleroterapia com espuma, é tão grande nos consultórios de angiologia e cirurgia vascular.
Vasinho nem sempre é só vasinho
Antes de falar de qualquer técnica, a pergunta mais importante não é “qual aparelho ou qual substância usar?”, e sim “de onde esse vasinho vem?”. Em muitos casos, as telangiectasias são alimentadas por veias maiores, chamadas veias nutridoras ou alimentadoras, que podem estar ligadas às varizes ou à insuficiência da veia safena. Se essa origem não é identificada e tratada, os vasinhos tendem a reaparecer, qualquer que seja o método escolhido. Mesmo o laser para vasinhos mais bem indicado pode ter um resultado apenas temporário quando existe uma veia maior doente alimentando a rede de vasos finos. Por isso, o exame clínico detalhado e, quando indicado, o mapeamento venoso com Doppler (ultrassom vascular) fazem parte da avaliação.
Também vale lembrar que algumas condições se confundem ou coexistem com os vasinhos. O lipedema, por exemplo, é uma doença do tecido gorduroso das pernas em que pequenos vasos aparentes e hematomas com facilidade podem estar presentes. Nesse cenário, tratar apenas os vasinhos não resolve a questão de fundo, e o plano precisa ser pensado como um todo.
- Vasinhos (telangiectasias) correspondem ao grau C1 da classificação CEAP.
- Podem ser apenas estéticos ou sinalizar a presença de veias maiores doentes.
- O exame físico e, quando necessário, o Doppler orientam a escolha do tratamento.
- Decidir entre laser para vasinhos e escleroterapia vem depois dessa avaliação, e não antes.
Em resumo: só faz sentido comparar laser para vasinhos e escleroterapia depois de entender o seu quadro venoso. É a partir daí que os resultados de estudos como o que vamos discutir a seguir ajudam a orientar uma escolha segura e realista.
O estudo que comparou laser e espuma de polidocanol
Um dos estudos mais citados quando se discute laser para vasinhos é o ensaio clínico de Parlar e colaboradores, publicado em 2015 no Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology. Os autores partiram de uma lacuna importante: embora os vasinhos nas pernas sejam extremamente comuns, havia pouquíssimos estudos randomizados e com avaliação cega que comparassem diretamente o laser com a escleroterapia, técnica tradicionalmente tratada como referência para essas veias. Os poucos trabalhos existentes envolviam grupos pequenos de pacientes.
Como a pesquisa foi desenhada
Participaram 56 mulheres com telangiectasias e veias reticulares primárias, ou seja, sem uma causa secundária identificada (grau C1 da CEAP). O desenho foi do tipo intraindividual: cada paciente serviu como a sua própria comparação. Uma das pernas, escolhida por sorteio, recebeu o laser Nd:YAG de pulso longo, com disparos múltiplos sincronizados; a outra perna recebeu escleroterapia com espuma de polidocanol a 0,5%.
- 56 mulheres com vasinhos e veias reticulares primárias nas duas pernas.
- Uma perna tratada com laser Nd:YAG; a outra, com espuma de polidocanol 0,5%.
- Duas sessões, com intervalo de 6 semanas entre elas.
- Avaliações pelo médico assistente após 6 semanas e 6 meses.
- No final, fotografias avaliadas às cegas por dois investigadores, em uma escala de 1 (sem mudança) a 6 (100% de clareamento).
- As pacientes também relataram a dor sentida e a satisfação com o resultado.
Comparar as duas pernas da mesma mulher é uma estratégia inteligente: fatores como cor da pele, predisposição genética, influência hormonal, idade e hábitos de vida ficam praticamente iguais nos dois lados. Assim, a diferença observada tende a refletir mais o efeito do tratamento em si. Para quem pesquisa laser para vasinhos, esse tipo de desenho é valioso justamente por isso. Já a avaliação cega das fotografias, feita por examinadores que não sabiam qual perna recebeu qual técnica, ajuda a reduzir o viés de expectativa.
Sobre o equipamento: o estudo utilizou um laser Nd:YAG de pulso longo, com comprimento de onda de 1064 nm. Na AngioGold, quando esse tipo de tecnologia é indicada, utilizamos o Vydence ZYE® Nd:YAG 1064 nm. Os resultados do artigo se referem ao equipamento e ao protocolo da pesquisa e não devem ser transferidos automaticamente para qualquer outro aparelho ou protocolo.
É importante também entender o que o estudo não é. Trata-se de um ensaio aberto, ou seja, médicos e pacientes sabiam qual perna recebeu qual tratamento. Esse formato é comum em pesquisas que comparam procedimentos muito diferentes, pois o laser para vasinhos e a injeção de espuma são tão distintos que é difícil esconder qual foi aplicado. Mesmo assim, trata-se de uma limitação, que voltaremos a discutir mais adiante.
Resultados: o que mudou com cada tratamento
Ao analisar o laser para vasinhos em comparação com a espuma, os resultados dependem de quem avaliou. Por isso, vale olhar cada perspectiva separadamente.
O que viu o médico que acompanhou as pacientes
Na avaliação do dermatologista assistente, na última consulta de seguimento, o laser alcançou melhora de cerca de 30% a 40% (mediana 3 na escala de seis pontos), enquanto a espuma de polidocanol alcançou uma boa melhora, de 50% a 70% (mediana 4). Ou seja, quem acompanhava as pacientes de perto, e sabia qual técnica havia sido usada, percebeu uma ligeira vantagem da escleroterapia.
O que viram os avaliadores cegos
Os dois investigadores que analisaram as fotografias sem saber qual perna recebeu qual técnica chegaram a outra conclusão: mediana 5 na escala, o que representa uma melhora muito boa, acima de 70%, nos dois tratamentos. Na comparação estatística do clareamento final, não houve diferença entre os grupos (P = 0,84). Em termos práticos, isso significa que, ao fim do acompanhamento, o laser para vasinhos e a espuma deixaram resultados semelhantes quando observados de forma imparcial.
Velocidade da resposta
Houve diferença no ritmo. A melhora foi alcançada mais rapidamente com a escleroterapia: a espuma clareou os vasinhos antes, ao passo que o laser parecia precisar de mais tempo para chegar ao mesmo ponto. Para quem tem um evento próximo ou está ansiosa com o resultado, essa informação pode ser relevante, desde que venha acompanhada de uma conversa realista sobre prazos. Quem escolhe o laser para vasinhos precisa estar preparada para um processo possivelmente um pouco mais gradual.
Por que as avaliações diferiram?
O resumo do estudo não explica por que o médico assistente e os avaliadores cegos chegaram a números diferentes, mas podemos levantar hipóteses razoáveis. O médico assistente examinou as pacientes pessoalmente e sabia qual técnica havia sido aplicada; os avaliadores cegos analisaram apenas fotografias. Diferenças de iluminação, de ângulo, de expectativa e a própria natureza do exame ao vivo podem influenciar o julgamento. É justamente por isso que a avaliação cega é considerada mais robusta para comparar tratamentos.
- Clareamento final entre laser e espuma, pela avaliação cega: sem diferença estatística (P = 0,84).
- Melhora acima de 70% nos dois braços do estudo, segundo os avaliadores cegos.
- Resposta mais rápida com a espuma de polidocanol.
- Dor maior com o laser (P = 0,003).
Em outras palavras, o laser para vasinhos mostrou-se uma opção eficaz, comparável à espuma no resultado final, mas com um perfil de experiência diferente, o que nos leva ao próximo ponto.

Dor, satisfação e cuidados: o outro lado da comparação
Se o resultado final foi parecido, o que pesou na experiência das pacientes? O principal ponto de diferença foi a dor. As participantes classificaram o laser como mais doloroso do que a escleroterapia, e essa diferença foi estatisticamente significativa (P = 0,003). Apesar disso, o grau de satisfação com o resultado foi muito bom e semelhante com as duas abordagens. A dor é, portanto, o principal ponto de atenção do laser para vasinhos nesse estudo.
Como costuma ser a sensação em cada técnica
De modo geral, a sensação descrita no tratamento com laser é de calor e pequenos “beliscões” ou estalos a cada disparo, e o desconforto varia conforme a região da perna, o calibre dos vasos e a sensibilidade de cada pessoa. Na escleroterapia, o incômodo costuma vir das picadas com agulha muito fina e de uma sensação transitória de ardor ou câimbra durante a injeção. Quem tem muito medo de agulhas pode preferir evitar a injeção, enquanto quem tem baixa tolerância à dor pode se sentir mais confortável com a espuma. Esse é um critério pessoal e legítimo, que deve ser conversado na consulta.
Riscos conhecidos de cada técnica
O resumo disponível do estudo não detalha efeitos adversos, então não é possível tirar conclusões dele nesse ponto. Com base nas diretrizes e na literatura em geral, é possível dizer que nenhum procedimento é isento de riscos. Na escleroterapia, podem ocorrer manchas escuras temporárias (hiperpigmentação), surgimento de novos vasinhos finos ao redor da área tratada (o chamado matting), dor local e, mais raramente, reações alérgicas ou pequenas úlceras de pele. Nos procedimentos com laser, podem ocorrer vermelhidão, inchaço, bolhas, queimaduras superficiais e alterações de cor da pele, sobretudo quando a energia não é bem ajustada ao tipo de pele e ao calibre do vaso. Esses riscos são reduzidos com indicação correta, equipamento adequado e profissional experiente, mas não podem ser descartados.
- Informe ao médico sobre alergias, gravidez ou amamentação, uso de anticoagulantes e histórico de trombose.
- Conte se você tem tendência a manchas, queloides ou cicatrização difícil.
- Fale da exposição ao sol, pois ela influencia o risco de manchas após qualquer técnica.
- Antes de realizar laser para vasinhos ou espuma, converse também sobre expectativas, número de sessões e tolerância à dor.
Orientação clínica: os cuidados após o procedimento, como uso de meias elásticas, restrição de sol e atividades físicas, variam conforme a técnica e o seu caso. Siga sempre as instruções do médico que realizou o tratamento.
Quando cada opção pode fazer mais sentido
A conclusão dos autores é equilibrada: tanto o Nd:YAG de pulso longo sincronizado quanto a escleroterapia podem tratar com sucesso os vasinhos das pernas. Não se trata de eleger um vencedor absoluto, e sim de entender em quais situações cada técnica se encaixa melhor. Esse raciocínio vale para quem considera o laser para vasinhos e para quem considera a espuma.
Situações em que o laser pode ser considerado
Segundo os autores, o laser Nd:YAG de 1064 nm é particularmente adequado em três cenários. Em todos eles, o laser para vasinhos pode ser uma alternativa valiosa:
- Fobia de agulhas: quando o medo da injeção impede ou dificulta o tratamento com escleroterapia.
- Alergia a esclerosantes: quando há histórico de reação a substâncias usadas nas injeções.
- Veias muito finas com matting telangiectásico: redes de vasinhos minúsculos, difíceis de puncionar com agulha.
Na AngioGold, quando a tecnologia a laser é indicada, o equipamento utilizado é o Vydence ZYE® Nd:YAG 1064 nm, sempre após avaliação individual do tipo de pele, do calibre dos vasos e da origem do problema.
Situações em que a espuma leva vantagem
A escleroterapia tem um ponto forte destacado pelos autores: ela também consegue tratar as veias alimentadoras, aquelas veias um pouco maiores que “abastecem” a rede de vasinhos. Como vimos, ignorar essa origem aumenta a chance de recorrência. Além disso, no estudo, a espuma mostrou resposta mais rápida e foi menos dolorosa. Quando há sinais de varizes associadas ou de refluxo na veia safena, a investigação e o tratamento dessas veias maiores costumam ter prioridade sobre o tratamento isolado dos vasinhos.
E se as duas técnicas forem úteis no mesmo caso?
Na prática clínica, as técnicas nem sempre são rivais. Dependendo do desenho dos vasos em cada região da perna, o médico pode considerar usar mais de uma abordagem em momentos diferentes. É importante deixar claro que essa combinação não foi testada no estudo discutido aqui, e a decisão deve ser sempre individualizada. O ponto central é que escolher laser para vasinhos ou espuma não é uma questão de preferência por moda, e sim de anatomia, tolerância, histórico e objetivos da paciente.
- Laser: mais dor no estudo; indicado em fobia de agulhas, alergia a esclerosantes e matting de vasos finos.
- Espuma: resposta mais rápida e menos dor; capaz de tratar também as veias alimentadoras.
- Resultado final semelhante pela avaliação cega, com melhora acima de 70% nos dois grupos.

Limitações do estudo e como interpretar os resultados
Um bom texto de saúde não mostra apenas o que o estudo encontrou, mas também o que ele não consegue responder. Essa transparência faz parte da boa prática médica, e há algumas ressalvas importantes sobre os dados de laser para vasinhos discutidos aqui.
Principais limitações
- Desenho aberto: médicos e pacientes sabiam qual perna recebeu qual tratamento, o que pode influenciar relatos de dor e a avaliação feita pelo médico assistente. A análise cega das fotografias reduz esse problema, mas não elimina todas as influências.
- Amostra pequena: 56 mulheres é um número razoável para um estudo desse tipo, mas insuficiente para detectar diferenças menores ou efeitos raros.
- Seguimento de 6 meses: não sabemos, a partir desse estudo, quanto tempo os resultados se mantêm nem com que frequência os vasinhos reaparecem em anos.
- Apenas mulheres: os resultados não podem ser aplicados automaticamente a homens.
- Avaliação por fotografias: imagens não capturam tudo o que a paciente percebe no dia a dia.
- Equipamento e protocolo específicos: o desempenho de um laser depende do aparelho, dos parâmetros e da técnica de quem opera.
Transparência sobre a fonte: esta análise se baseia no resumo (abstract) do artigo indexado no PubMed. O texto completo não é de acesso aberto, e por isso não detalhamos aqui parâmetros técnicos do laser, perfil de pele das participantes ou eventos adversos relatados.
O que levar desse estudo para a vida real
O principal recado é tranquilizador, mas realista: o laser para vasinhos e a escleroterapia com espuma são ambos opções reconhecidas e eficazes para telangiectasias das pernas, com resultados finais semelhantes na avaliação cega. O que muda é a velocidade, a dor, o perfil de indicação e a possibilidade de tratar as veias alimentadoras. Os resultados variam de pessoa para pessoa, e nenhum tratamento garante a ausência de novos vasinhos no futuro, já que a predisposição individual continua existindo.
Também é razoável lembrar que o estudo comparou apenas duas estratégias. Existem outros recursos e outras maneiras de combinar tratamentos, e as diretrizes europeias de escleroterapia, por exemplo, trazem orientações detalhadas sobre indicações, concentrações e cuidados. Por isso, o laser para vasinhos deve ser visto como uma ferramenta dentro de um conjunto de opções, e não como solução única para todos os casos.
Perguntas frequentes sobre vasinhos, laser e escleroterapia
O laser para vasinhos elimina os vasinhos de vez?
Não é correto prometer isso. O tratamento pode clarear de forma importante os vasos tratados, como mostrou o estudo, com melhora acima de 70% pela avaliação cega. No entanto, a predisposição que levou ao surgimento dos vasinhos continua existindo, e novos vasos podem aparecer com o tempo. Por isso, o acompanhamento e, quando necessário, sessões de manutenção fazem parte do cuidado.
Quantas sessões são necessárias?
No estudo, foram realizadas duas sessões com intervalo de 6 semanas. Na vida real, o número de sessões varia conforme a quantidade e o calibre dos vasos, a resposta individual e a técnica escolhida. A estimativa só pode ser feita após a avaliação clínica.
O laser para vasinhos é indicado para todo mundo?
Não. A indicação depende do tipo de pele, do calibre e da profundidade dos vasos, da presença de veias alimentadoras, de condições de saúde, de medicamentos em uso e de fatores como gravidez e exposição solar recente. Em alguns casos, a escleroterapia ou o tratamento de veias maiores é a melhor primeira etapa.
Vasinhos podem ser sinal de uma doença mais séria?
Na maioria das vezes são benignos, mas podem acompanhar insuficiência venosa, varizes ou outras condições como o lipedema. Se você tem inchaço, dor, sensação de peso, cansaço nas pernas, manchas escuras no tornozelo ou feridas que demoram a cicatrizar, procure avaliação médica, pois isso vai além da questão estética.
Como decidir entre laser e espuma?
A decisão é compartilhada entre paciente e médico. Pesam a avaliação venosa, a tolerância à dor, o medo de agulhas, o histórico de alergias, a pressa para ver o resultado e a presença de veias alimentadoras. Escolher laser para vasinhos ou espuma deve ser consequência desse diagnóstico, e não o ponto de partida.
- Procure um angiologista ou cirurgião vascular para uma avaliação completa antes de qualquer procedimento.
- Leve exames anteriores, se tiver, e a lista dos medicamentos que usa.
- Pergunte sobre benefícios, limitações, riscos e alternativas de cada técnica.
Autoria e finalidade: conteúdo elaborado por Dr. Carlos Eduardo Jorge (CRM-MG 38.943), angiologista e cirurgião vascular. Este texto tem caráter exclusivamente informativo e não substitui consulta médica. Os resultados de procedimentos variam de pessoa para pessoa, e o diagnóstico e o plano de tratamento só podem ser definidos após avaliação individual. Quer entender qual opção faz sentido no seu caso? Converse com a equipe da AngioGold, em Belo Horizonte.



Referências
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Lurie F, Passman M, Meisner M, et al. The 2020 update of the CEAP classification system and reporting standards. J Vasc Surg Venous Lymphat Disord. 2020;8(3):342-352.
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